quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Japão inicia coleta de opinião pública sobre visto para yonsei

Qualquer pessoa pode opinar em um formulário online até 21 de fevereiro
visto para yonsei

Os trâmites para que o Japão passe a aceitar descendentes de japoneses de quarta geração (yonsei) já estão chegando na fase final. Na terça-feira (23), o Ministério da Justiça lançou uma página em um site do governo para coletar opiniões da população em geral.

Estrangeiros residentes também podem participar, mas o documento de regras publicado explica que as opiniões devem ser fornecidas no idioma japonês e é necessário que haja os dados pessoais do colaborador, como nome, endereço e telefone de contato.

A opinião pode ser enviada por um formulário online na página oficial (aqui) até o dia 21 de fevereiro.

O interessado também pode mandar para o endereço de e-mail nyukan73@i.moj.go.jp ou por correspondência para o endereço do Ministério da Justiça: 〒100-8977 Tokyo-to Chiyoda-ku Kasumigaseki 1-1-1. O destinatário deverá ser Houmusho Nyukan Kanrikyoku Sanjikan-shitsu (法務省入国管理局参事官室).

Regras
Até o momento, o governo já decidiu algumas regras para a aceitação dos descendentes de quarta geração e fatores como idade ou conhecimento de língua japonesa podem excluir parte da comunidade que reside atualmente no Brasil.

Os interessados em residir no Japão através deste processo de visto devem ter mais de 18 e menos de 30 anos e nível de idioma equivalente N4 do exame de proficiência em língua japonesa (nihongo nouryoku shiken).

Os yonseis deverão avançar para nível N3 após dois anos de estadia. Outras regras, como condições financeiras que assegurem a vinda ao Japão, boa saúde e vir sozinho (o visto não pode ser estendido à família) estão na lista de exigências.

Os yonseis precisarão se inscrever em planos de seguro saúde, como o shakai hoken, e poderão ficar no Japão por até cinco anos, com renovação anual do visto.

O objetivo do governo é acolher inicialmente, em média, quatro mil yonseis por ano e as regras foram elaboradas para garantir que esses jovens adultos tenham uma boa adaptação no país. É possível que haja alterações com o tempo e afrouxamento de regras para que o país possa acolher mais descendentes.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Yonseis poderão trabalhar no Japão, segundo agência de notícias

O governo japonês planeja consultar a população sobre a medida no próximo mês
quarta geração de imigrantes japoneses
O Ministério da Justiça do Japão informou que a quarta geração de imigrantes japoneses (yonsei) da América Latina e de outros países terão permissão para trabalhar no Japão, disseram autoridades, segundo a Jiji Press.

O primeiro-ministro Shinzo Abe e o ministro da Justiça, Yoko Kamikawa, concordaram com o novo status em uma reunião realizada nesta terça-feira (26).

O Ministério planeja consultar a população sobre a medida no próximo mês, para que a permissão seja apresentada até o final de março de 2018, de acordo com funcionários da pasta.

O Ministério está considerando conceder o status de residência chamado "atividades especiais" (特定 活動 tokutei katsudou), atualmente concedido a pesquisadores estrangeiros e atletas não profissionais.

Este status será concedido aos descendentes de japoneses de quarta geração entre 18 e 30 anos para que eles possam permanecer no Japão por até cinco anos.

O estado exigirá que essas pessoas tenham habilidades na língua japonesa (será estabelecido um nível de conversação, leitura e escrita).

Dos imigrantes com esse status será requisitado a renovação do seu visto regularmente, provavelmente uma vez por ano, segundo relatou a Jiji Press.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Japão vai oferecer bolsas de estudo para formação de pilotos

Companhias aéreas do país estão enfrentando falta de profissionais
O governo japonês, as companhias aéreas nacionais, universidades privadas e escolas técnicas decidiram cooperar em um novo projeto: a criação de bolsas de estudo para a formação de pilotos.

O motivo é claro. Nos últimos anos, as empresas estão enfrentando queda no número de trabalhadores capacitados a atuar como pilotos e as consequências já estão aparecendo.

Segundo uma reportagem da emissora NHK, a companhia área Air Do, de Hokkaido, por exemplo, já anunciou o cancelamento de 60 voos este mês e em fevereiro do próximo ano por falta de pilotos.

A introdução de novas empresas de baixo custo (LCC) no país e o aumento das linhas aéreas também têm provocado um crescimento da demanda por esses profissionais. No entanto, a formação nas universidades e escolas especializadas não tem sido suficiente para suprir a necessidade deste mercado.

O novo sistema de bolsas deve entrar em vigor a partir do próximo ano fiscal (abril de 2018) e irá beneficiar estudantes de seis universidades privadas e escolas técnicas (senmongakkou) que são especializadas em treinamento de novos pilotos.

Uma organização administrativa foi criada para controlar as bolsas, que devem funcionar como um sistema de crédito educacional. O projeto consiste em garantir um auxílio de ¥5 milhões por estudante e o dinheiro poderá ser devolvido mais tarde sem juros.

Os recursos serão obtidos através de grandes empresas de crédito e os custos de garantia serão pagos pelas companhias e universidades. A ajuda poderá beneficiar 25 estudantes por ano letivo.

O reitor da Universidade J. F. Oberlin de Tóquio, Toyoshi Sato, se mostrou animado com a introdução do novo sistema.

“Os estudantes que desistiram de se tornar pilotos devido aos altos custos de ensino terão uma chance agora. Queremos cooperar com as companhias aéreas para lançar no mercado excelentes profissionais”, comentou em entrevista para a NHK.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Saiba quais são as cidades japonesas com maior número de brasileiros

Aichi abriga seis dos 10 municípios com mais residentes brasileiros
Hamamatsu (Shizuoka) continua sendo a cidade com maior número de brasileiros, segundo os dados oficiais mais recentes do Ministério da Justiça japonês referentes a dezembro de 2016.

Dos municípios com maior número de residentes brasileiros, Hamamatsu lidera com 9.165. Em seguida está a cidade de Toyohashi (Aichi), com 6.937 brasileiros. E em terceiro lugar aparece Toyota (Aichi), com 5.984 brasileiros.

Aichi abriga seis das 10 cidades com maior número de residentes brasileiros, seguida de Gunma e Shizuoka, com dois municípios cada.

O total de brasileiros vivendo no país chegou a 185.967 em junho deste ano, segundo dados do Ministério da Justiça.

As 20 cidades com maior número de brasileiros:
Hamamatsu (Shizuoka): 9.165
Toyohashi (Aichi):  6.937
Toyota (Aichi): 5.984
Oizumi (Gunma): 4.340
Iwata (Shizuoka): 4.100
Nagoia (Aichi): 4.047
Isesaki (Gunma): 3.507
Okazaki (Aichi): 3.438
Komaki (Aichi): 3.112
Nishio (Aichi): 3.076
Ota (Gunma): 2.985
Suzuka (Mie): 2.850
Yokohama (Kanagawa): 2.589
Kani (Gifu): 2.542
Echizen (Fukui): 2.523
Chiryu (Aichi): 2.469
Toyokawa (Aichi): 2.415
Fukuroi (Shizuoka): 2.349
Izumo (Shimane): 2.224
Yokkaichi (Mie): 2.192
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Visto de yonsei: ministra do Japão se pronuncia

A Ministra da Justiça se pronuncia a respeito da liberação do visto para o yonsei
Ministra da Justiça, Yoko Kamikawa
 
Yoko Kamikawa, 64, Ministra da Justiça e natural da província de Shizuoka, atendeu ao pedido de entrevista exclusiva do jornal Shizuoka Shimbun. A solicitação foi especificamente sobre o sistema de visto para o yonsei ou descendente de quarta geração dos japoneses.

Ela declarou que está considerando um novo sistema de visto para que o descendente de quarta geração, residente no exterior, possa vir ao Japão a trabalho.

A ministra declarou para o jornal local que está analisando o período de permanência de até 3 anos. 

Considerando que no passado, na cidade de Hamamatsu (Shizuoka), um dos grandes problemas enfrentados pelos trabalhadores nikkeis foi a barreira do idioma, ela deverá condicionar a qualificação ao visto o conhecimento da língua japonesa.

“Atualmente estou analisando a aceitação do nikkei yonsei embasada na instrução do primeiro-ministro Shinzo Abe. Tendo em mente um sistema parecido ao working holiday. Gostaria de viabilizar para que possa trabalhar por até 3 anos no Japão”, declarou a ministra para o Shizuoka Shimbun.

O jornal explica que o working holiday é um sistema que permite aos jovens residir em outros países, trabalhando por um período de até 1 ano.


Visto de permanência condicionado à proficiência do idioma
“As pessoas que desejam vir ao Japão através do working holiday manifestam vontade de aprender o idioma japonês. Por isso, gostaria de criar um sistema para que esse broto se desenvolva”, explicou. Ela sugere que mesmo que permita a permanência até 3 anos, a atualização do visto de permanência seria anual, com a exigência da proficiência do idioma japonês.

O jornal estima que o sistema de visto de permanência para o nikkei yonsei poderá limitar a idade entre 18 a 30, aos moldes do working holiday.

“Sem que saibam falar o mínimo do idioma a permissão de entrada fica difícil. É preciso o mínimo de proficiência do idioma”, reforçou. Complementou dizendo “tem sido apontado desde há muito tempo que ocorrem atritos sob o ponto de vista da vivência no cotidiano”.

A ministra evitou de dar uma data para a implementação. “Se tornará realidade dentro de um tempo não muito longe”, declarou.

Segundo o jornal, “tudo indica que ela está analisando a revisão do informe ministerial que não requer alteração da lei”.
Fonte: Portal Mie com Shizuoka Shimbun

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Atestado de nacionalidade para quem busca cidadania japonesa

Para obter o documento, a pessoa deve se dirigir ao Consulado mais próximo

cidadania japonesa

Quando um brasileiro for adquirir a nacionalidade japonesa, ele deve recorrer a um dos consulados do Brasil no Japão para solicitar a emissão do Atestado de Nacionalidade. Para obter o documento, a pessoa deve se dirigir ao Consulado mais próximo de sua casa ou solicitar o serviço pelo correio, por remessa registrada, apresentando os seguintes documentos e condições:

Para maiores de 18 anos: formulário apropriado (https://sistemas.mre.gov.br/kitweb/datafiles/CgToquio/pt-br/file/Atestado-Nacionalidade.pdf) preenchido e assinado; passaporte válido (original e cópia das páginas 2 e 3). Se for solteiro(a), apresentar cópia da certidão de nascimento; se for casado(a), cópia da certidão de casamento; e se for viúvo(a), cópia da certidão e óbito do cônjuge; e ainda se for separado(a) judicialmente ou divorciado(a), apresentar cópia de certidão e casamento com averbação da sentença de separação judicial ou divórcio.

Além disso, deve entregar comprovante de pagamento da taxa consular de ¥1.950, a ser paga em agência do Banco do Brasil ou do correio. No caso, há orientação sobre isso no site do consulado (http://cgtoquio.itamaraty.gov.br/pt-br/instrucoes_de_pagamento.xml).

Para menores de 18 anos: formulário preenchido (https://sistemas.mre.gov.br/kitweb/datafiles/CgToquio/pt-br/file/Atestado-Nacionalidade.pdf) com os dados do menor e autorização para emissão do atestado assinado por ambos os genitores; passaporte válido do menor e dos genitores (original e cópia das páginas 2 e 3); cópia da certidão e nascimento do menor; comprovante do pagamento da taxa consular de ¥1.950, a ser paga nos locais já mencionados.

O atestado pode ser solicitado pelo correio. No caso, o interessado deve enviar todos os documentos citados e o comprovante da taxa consular por remessa registrada (kakitome). A devolução destes documentos processados pode ser pelo takkyubin a cobrar ou ainda por remessa registrada kan-i kakitome.

Importante: se quiser a devolução dos documentos via takkyubin, é preciso anexar à solicitação o formulário a cobrar (chaku-barai denpyo), com os dados da pessoa, como nome, endereço e telefone, indicando ainda o melhor horário para a entrega.

Se a opção for pelo recebimento dos documentos pelo correio, é preciso incluir no material enviado para o Consulado envelope-resposta com nome e endereço completo. Sobre o valor do selo, o interessado deve se informar em uma agência do correio. A carta a ser enviada para a casa da pessoa será registrada. No site do Consulado há um exemplo: se o envelope pesar entre 100 e 150 gramas, a tarifa da carta registrada é de ¥550.

O Consulado, porém, avisa que não se responsabiliza por eventual perda, extravio ou atraso de correspondência, ocasionados pelo uso do serviço do correio ou takkyubin.

Direitos e deveres
Como consta na Constituição, a aquisição voluntária de outra nacionalidade para desfrutar de direitos civis não resultará em perda da nacionalidade brasileira, a não ser que a pessoa se manifeste nesse sentido por escrito.

O cidadão que adquire dupla nacionalidade deve se manter em dia quanto aos seus direitos e deveres referentes às leis dos países que lhe concederam nacionalidade, como serviço militar, situação eleitoral, fiscal entre outras.

Estes devem se lembrar também que a dupla nacionalidade pode limitar, por exemplo, a assistência consular dentro de um país onde o cidadão é considerado como um nacional. O brasileiro com nacionalidade japonesa será tratado como japonês pelas autoridades locais, e não como estrangeiro. Isso pode ocorrer nos casos de separação, divórcio, litígio sobre a guarda de filhos, heranças etc.

A pessoa com dupla cidadania também deve apresentar o passaporte brasileiro – e não o estrangeiro – ao entrar e sair do território do Brasil.

É recomendado ainda que a pessoa mantenha o mesmo nome da nacionalidade brasileira, sabendo que as leis brasileiras não admitem o registro civil consular, como registro de casamento, no qual o prenome do cidadão tenha sido alterado ao adquirir a nacionalidade estrangeira, independentemente do fato deste manter a cidadania brasileira.
Fonte: Alternativa com Consulado Geral do Brasil em Tóquio

terça-feira, 13 de junho de 2017

Informação às pessoas (japoneses e estrangeiros) residentes fora do Japão que contribuíram para a previdência social japonesa

previdência social japonesa

A partir da competência de agosto de 2017, o tempo necessário de contribuição para o recebimento da aposentadoria será reduzida de 25 anos para 10 anos.

Mais informações estão disponíveis no site do Japan Pension Service (em inglês).
Fonte: Consulado do Japão em São Paulo