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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Japão começa a definir critérios para cancelar visto permanente de estrangeiros com impostos não pagos

A medida foi criada na reforma da Lei de Imigração e Refugiados, aprovada no ano passado, e entrará em vigor em abril de 2027

Japão
A Agência de Imigração do Japão divulgou na segunda-feira (29) uma proposta de como será aplicada a nova regra que permitirá cancelar o visto permanente de estrangeiros que deliberadamente deixarem de pagar impostos ou contribuições sociais, informou o jornal Mainichi.

A medida foi criada na reforma da Lei de Imigração e Refugiados, aprovada no ano passado, e entrará em vigor em abril de 2027.

Atualmente, cerca de 918 mil estrangeiros possuem visto permanente no país — status concedido, em regra, a quem vive no Japão há pelo menos 10 anos, cumpre as leis e paga regularmente seus tributos. Os critérios de concessão para descentendes de japoneses até a terceira geração são diferentes e menos rigorosos.

Diferentemente de outros tipos de visto, a residência permanente não exige renovação, o que tem gerado casos de inadimplência após a concessão.

Quando a regra se aplica?
Segundo a proposta, o cancelamento só poderá ocorrer se forem atendidos dois critérios ao mesmo tempo:

  • O não pagamento ocorreu sem motivo justificável (como doença, desastre ou desemprego).
  • O estrangeiro tinha ciência de suas obrigações, mas ainda assim deixou de pagar.

Quem não recebeu a notificação de pagamento ou não tinha clareza da obrigação ficará fora do alcance da regra.

Foco nos casos mais graves
Mesmo que o estrangeiro se enquadre nos dois critérios acima, a revogação não será automática. Ela se aplicará apenas em casos considerados graves e recorrentes, como:

  • Grandes valores ou repetidas inadimplências.
  • Evidência clara de que não há intenção de pagar no futuro.

Nos casos em que a pessoa regularizar os pagamentos durante o processo, poderá ter o status alterado para outro tipo de visto — como o de residente de longa duração (teijuusha) — em vez de perder totalmente o direito de permanecer no país.

Situações humanitárias, como estrangeiros em tratamento de doenças graves, também poderão ser avaliadas para evitar a perda do visto permanente.

Débitos anteriores também contam
A lei não estabelece regra de transição, o que significa que dívidas existentes antes da entrada em vigor, em 2027, também poderão ser consideradas para cancelamento.

Porém, se a inadimplência não for considerada intencional ou se o estrangeiro quitar os valores até a data da aplicação, não haverá risco de perda da residência permanente.

Próximos passos
A Agência de Imigração pretende realizar consultas com especialistas antes de elaborar um guia de aplicação da lei, previsto para ser concluído no verão de 2026 e definido oficialmente no outono do mesmo ano.

Além do não pagamento de impostos, a reforma também prevê a possibilidade de cancelamento do visto permanente em casos como:

  • Descumprimento de obrigações ligadas ao Zairyu Card (por exemplo, não atualizar informações obrigatórias).
  • Condenações criminais por delitos, incluindo casos menos graves de furto ou agressão.

Esses pontos também serão detalhados nas diretrizes a serem publicadas pelo governo.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Imigração do Japão anuncia condições para reentrada de estrangeiros residentes durante pandemia

As circunstâncias definidas pelo setor envolvem saúde ou família
Imigração do Japão

As autoridades de imigração publicaram critérios que permitirão a entrada de alguns estrangeiros no Japão, apesar da proibição de entrada induzida por coronavírus de pessoas de 111 países, uma restrição que deixou muitos residentes estrangeiros presos no exterior. A informação é da Kyodo.

Em uma nota publicada à noite em seu site, a Agência de Serviços de Imigração listou exemplos específicos de problemas médicos e circunstâncias familiares que permitirão que estrangeiros residentes no exterior retornem ao Japão, independentemente do status do visto.

Enquanto as autoridades de imigração disseram ter permitido a reentrada por motivos humanitários, o anúncio de sexta-feira é o primeiro que esclarece tais circunstâncias especiais.

Está dito que as pessoas que foram separadas de suas famílias devido à restrição originada pela pandemia poderão retornar ao Japão, enquanto os residentes estrangeiros que partiram com crianças matriculadas em instituições de ensino japonesas, que agora não podem participar das aulas, também terão permissão para entrar.

As circunstâncias também abrangerão pessoas que estão em tratamento, que devem ser operadas ou dar à luz em uma instituição médica japonesa; pessoas que deixaram o Japão para serem operadas ou dar à luz no exterior; e aquelas que deixaram o país para ir ao funeral de um parente ou visitar um membro da família em estado crítico.

A permissão para voltar a entrar também será dada àqueles que precisaram comparecer a um tribunal no exterior como testemunha.

Aqueles que estão pensando em deixar o Japão para um país que já está na lista de proibições de reentrada poderão retornar se estiverem indo para visitar um parente em uma condição crítica ou para assistir ao funeral de um parente.

Anteriormente, com o vigor de medidas restritivas, apenas estrangeiros com residência permanente, portadores de visto de longa duração e cônjuges e filhos de residentes permanentes ou japoneses eram elegíveis para voltar a entrar em princípio, desde que provassem que deixaram o Japão antes de o país de destino ter sido colocado na lista restrita.

Uma lista de países sujeitos à proibição de entrada, agora totalizando 111, foi anunciada pela primeira vez em 3 de abril e posteriormente atualizada em 29 de abril, 16 de maio e 27 de maio.

A restrição de reentrada estabelecida pelo Japão foi recebida com críticas, especialmente da comunidade internacional, pois deixou muitos estrangeiros presos no exterior ou incapazes de deixar o país.

Muitos cidadãos estrangeiros reclamaram que foram informados pelas autoridades de imigração que os motivos humanitários se aplicam apenas a residentes permanentes, residentes de longa duração e portadores de visto de cônjuge.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 5 de março de 2020

Japão: visto que vence em março poderá ser renovado em abril

A intenção é evitar aglomeração nos balcões devido ao coronavírus

visto japão
A Agência de Imigração do Japão determinou que os vistos com vencimento em março de 2020 podem ser renovados excepcionalmente até um mês depois, em abril, informou a agência de notícias Jiji Press.

A intenção é evitar aglomeração de estrangeiros nos balcões de atendimento dos escritórios de imigração no país em março, devido ao coronavírus.

Quem tem o visto vencendo em 10 de março, por exemplo, poderá fazer a renovação até 10 de abril, com um mês adicional de prazo.

A medida também vale para prazo de troca do tipo de visto, mas não estende o tempo de permanência de uma pessoa cujo visto não pode ser renovado.

Os escritórios de imigração mais movimentados do Japão chegam a atender cerca de 1.000 estrangeiros por dia, segundo a agência de notícias Jiji Press.

Não ficou claro se o prazo adicional de um mês será adotado depois de março.
Fonte: Alternativa