quinta-feira, 10 de abril de 2014

Kanagawa: prova para carta em português

Segundo a polícia local, o início da aplicação do idioma deve facilitar a obtenção da licença para os brasileiros

carteira de motorista no JapãoBrasileiros que moram na província de Kanagawa já podem fazer provas teóricas em português para obter a carteira de motorista. A medida, que entrou em vigor no dia 17 de março e inclui também o idioma chinês, vale para a habilitação provisória e a definitiva de veículos comuns.

Cerca de 9 mil brasileiros moram em Kanagawa. Segundo a polícia local, a adoção dos idiomas português e chinês, além do inglês, que já existia, deve facilitar a obtenção da carteira de habilitação aos estrangeiros que não possuem carta no país de origem.

Atualmente, 17 províncias no Japão oferecem provas em português para obter a carteira de habilitação. A primeira foi Toyama, em abril de 2011, segundo o jornal Mainichi.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 27 de março de 2014

Partido do governo pede medidas que permitam mais trabalhadores estrangeiros

Recomenda expandir programa de treinamento de trabalho para pessoas de outros países

Partido Liberal Democrota do Japão Um painel do Partido Liberal Democrota do Japão pediu que o governo tome medidas para aumentar o número de trabalhadores estrangeiros no país, informou Jiji Press.

O grupo de trabalho do partido ao qual pertence o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe sugeriu melhorar o programa de treinamento para os trabalhadores de outros países.

O programa funciona desde 1993 e permite que os trabalhadores estrangeiros recebam treinamentos por no máximo de três anos.

O painel pretende estender o programa por mais dois anos caso haja um acordo entre empregadores e empregados.

Também tem como objetivo facilitar a reentrada dos trabalhadores estrangeiros no Japão.
Fonte: IPC Digital

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Prazo de inscrições para votar nas eleições 2014 vai até 07 de maio

Eleitor que não cumprir a obrigação eleitoral, não justificar ou pagar a multa por não ter votado enfrentará vários impedimentos civis

O primeiro turno da eleição será no dia 5 de outubro e o segundo turno, no dia 26 O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que o prazo final para o pedido de alistamento, transferência, revisão e regularização do Título de Eleitor é até o dia 07/05/2014. O primeiro turno da eleição será no dia 5 de outubro e o segundo turno, no dia 26. Todos os brasileiros alfabetizados com idade entre 18 e 70 anos são, por lei, são obrigados a votar. Para jovens com idade entre 16 e 18 anos, o voto é facultativo, assim como para os maiores de 70 anos e para as pessoas analfabetas. Quem não puder votar deverá justificar a ausência em até 60 dias a partir de cada turno.

Caso o eleitor não justifique sua ausência nos prazos determinados pela Justiça Eleitoral terá que pagar multa. Sem a prova de que votou, de que pagou multa ou de que se justificou devidamente, o eleitor não poderá:

• inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles;

• receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como de fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição;

• obter passaporte ou carteira de identidade;

• renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo;

• obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, em autarquias, sociedade de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e nas caixas de previdência social;

• participar de concorrência pública ou administrativa da União, dos estados, dos territórios, do Distrito Federal ou dos municípios, ou das respectivas autarquias;

• praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou do imposto de renda.

• obter certidão de quitação eleitoral;

• obter qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado (art. 7º, § 1º, do Código Eleitoral).

Se o eleitor deixar de votar e de justificar a ausência em três eleições consecutivas, seu título será cancelado.
Fonte: IPC Digital com TSE

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Exame para carteira de motorista em Português entra em vigor em Ibaraki

Brasileiros da província agora podem fazer a prova no seu idioma

Atualmente em cerca de 16 províncias japonesas, os candidatos podem fazer exames de carteira de motorista em português. A partir de 12 de dezembro os brasileiros que moram em Ibaraki também poderão fazer, disse hoje o jornal Sankei .Ibaraki oferece prova em português para carteira de motorista

Segundo a polícia, a comunidade brasileira em Ibaraki, composta por 6.778 pessoas (dados de dezembro de 2012), é a terceira maior comunidade estrangeira na província depois dos chineses e filipinos. As autoridades acreditam que os exames de conduta em Português servirá para " disseminar o conhecimento da segurança do trânsito."

O exame realizado em português terá quatro modelos: "Futsu jidosha (carros normais)", "Ogata Tokushu Jidosha (carros especiais grandes)", "Jido Nirinsha Ogata (motos grandes) e" Futsu Nirinsha Jido (motocicletas normal)."

Em dezembro de 2008, Ibaraki começou com exame da carteira de motorista em Inglês. No entanto, 354 dos 567 brasileiros que fizeram esse exame entre dezembro de 2008 e outubro de 2013, tiveram que fazer em japonês.

Mais informações sobre o exame em português em outras províncias

-Gifu: http://www.pref.gifu.lg.jp/police/index.data/portugues.pdf

-Ishikawa: http://www2.police.pref.ishikawa.lg.jp/sub.html?mnucode=260306-

-Mie: http://www.police.pref.mie.jp/wp/wp-content/uploads/poruto3.pdf

http://www.mie.portalmie.com/noticias/sobre-a-realizacao-do-exame-teorico-da-carteira-de-habilitacao-em-portugues/index.html-

-Shiga: http://www.pref.shiga.lg.jp/police/tetuzuki/menkyo/files/portugues.pdf

-Toyama: http://police.pref.toyama.jp/cms_cat_police/110010/kj00010324.html
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Japão precisa de 10 milhões de imigrantes nos próximos 50 anos ou entrará em colapso, diz especialista

Exploração de trabalhadores chineses traz à tona questão da imigração

Japão precisa de 10 milhões de imigrantes nos próximos 50 anos ou entrará em colapso, diz especialistaOs meios de comunicação japoneses difundem profundamente que o número de turistas chineses cresceu quase 75% em outubro, enquanto as grandes empresas aproveitam o aumento das vendas impulsionado pela crescente demanda de visitantes do gigante asiático.

No entanto, existe uma outra realidade que envolve os cidadãos chineses no Japão, que recebe apenas uma simples atenção midiática. A Associated Press relata a história de um jovem trabalhador cuja situação está longe da de seus prósperos compatriotas que fazem turismo.

Entusiasmado com a oportunidade de triplicar sua renda trabalhando durante três anos no Japão, o jovem trabalhador Wang Zhi Ming deixou seu país Natal, a China, depois de gastar 7.300 dólares para cobrir os custos de viagem e colocação. A realidade que encontrou foi outra. Wang se alistou num programa de capacitação para estrangeiros criado em 1993 que na prática pouco se parece com o que é proposto no papel.

Wang foi designado a uma grande loja de departamentos, onde tinha que encher caixas com roupas, brinquedos e outros produtos. Seu chefe se recusou a fornecer um contrato de trabalho por mês e reteve seu salário.

Quando o chinês e outros trabalhadores estrangeiros se queixaram da situação, o empregador disse que se eles não estavam satisfeitos com suas condições poderiam ir embora. Wang afirma que não tinha outra opção a não se ficar, pois precisava recuperar seu investimento e não tinha moral para regressar à sua casa e contar para sua família que não tinha os 40 mil dólares que pretendia ganhar nos três anos de trabalho no Japão.

Controverso programa de capacitação
O programa de capacitação e treinamento tem como objetivo teórico melhorar a capacidade técnica de trabalhadores de países como a China e Vietnã, mas na prática, se torna, às vezes, uma fonte de mão-de-obra barata.

Oito trabalhadores estrangeiros do mencionado programa, entrevistados pela AP, garantem que foram enganados em relação a remuneração,forçados a fazer horas extras e pagar altas quantias de dinheiro pelo aluguel de alojamentos em péssimas condições.

A história de Wang coloca em evidência a precariedade trabalhista de um mercado como o japonês que diante do envelhecimento da população e a redução da força de trabalho contrata estrangeiros a quem muitas vezes não ofece condições mínimas de um emprego.

Shoichi Ibusuki, um advogado que defende trabalhadores estrangeiros, declarou a AP que o programa de treinamento é descrito como uma forma de transferir tecnologia e reforçar o papel do Japão como um país solidário, quando na realidade muitas pessoas trabalham em condições de escravidão. A situação de pessoas como Wang traz novamente à tona a questão dos imigrantes estrangeiros.

Redução da força de trabalho
Algumas vozes argumentam que o Japão deveria reconsiderar a sua resistência à imigração, pois ela é vital para a sua sobrevivência econômica. Um estudo do governamento estima que a força de trabalho no Japão, afetada pelo envelhecimento da população e baixa taxa de natalidade, seria reduzida para 44 milhões no próximo meio século.

Os estrangeiros e imigrantes de primeira geração representam menos de 2% da força de trabalho do país, média distante dos 14,2% nos Estados Unidos e 11,7% na Alemanha, para citar alguns exemplos.

Vários setores, inclusive os sindicatos pedem que o controverso programa de capacitação seja substituído por um sistema formal de emprego para trabalhadores estrangeiros, com o propósito de lidar com a escassez de mão-de-obra não-qualificada e à relutância dos jovens japoneses a executar trabalhos difíceis, sujos ou perigosos.

Imigração seria a “salvação”
Hidenori Sakanaka, ex-chefe do Departamento de Imigração de Tóquio, garante que o Japão “precisa de 10 milhões de imigrantes nos próximos 50 anos, ou a economia entrará em colapso”.

"Essa é realmente a nossa única salvação", diz Sakanaka. "Nós devemos permitir (que os estrangeiros) entrem no país assumindo que podem converter-se em residentes do Japão”. No entanto, é pouco provável que isso ocorra num país onde a imigração é percebida como uma ameaça a harmonia social, conforme a AP.

Mais de 20 anos atrás, o Japão começou a conceder vistos especiais aos latino-americanos com ascedência japonesa, mas muitos não puderam adaptar-se a terra de seus antepassados. Além disso, após a eclosão da crise financeira global em 2008, o país ofereceu-lhes dinheiro para que retornassem aos seus países de origem.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Comunidade prefere auto-escolas brasileiras

Visando melhores oportunidades de emprego e conforto no dia-a-dia, não é raro encontrar brasileiros que planejam tirar ou que já possuem a carteira de habilitação japonesa. Mas, para muitos, a principal dificuldade é em relação ao idioma, já que os testes teóricos, em grande parte dos Centros de Trânsito (menkyo senta), são aplicados somente em japonês.

Uma alternativa para quem não domina a língua são as auto-escolas brasileiras. Elas oferecem aprendizado facilitado e específico aos brasileiros e chegam a ensinar até a leitura e escrita do hiragana e katakana. "Quem tira a carteira japonesa tem muito a ganhar, já que é uma chance de aperfeiçoar o japonês e uma oportunidade para conseguir um emprego melhor", justifica Claudete Wachi, proprietária da World School, de Gyoda (Saitama), que está há 10 anos no mercado.

Força de vontade é o que não falta para Fábio Tanaka Ferreira, 25, de Kure (Hiroshima). Determinado a tirar a carteira de habilitação japonesa, Ferreira pediu licença do trabalho e viajou mais de cinco horas até chegar em Saitama. Mesmo com as despesas da viagem e estadia, ele garante que a habilitação sairá mais barata do que se fosse tirada em uma auto-escola japonesa. "Onde moro não há esse tipo de serviço para os brasileiros, como sei pouco o japonês, resolvi vir para cá pelas facilidades e também por causa do custo", diz. "Pensei que seria mais difícil, mas as instrutoras explicam em detalhes e dá para entender sem problemas", completa.

Outro que optou pela auto-escola brasileira por causa do idioma é Alexandre Hokoma, 19, de Isesaki (Gunma). "As provas são todas em japonês, mas como os professores explicam de forma simples, foi fácil de entender", justifica o brasileiro, que iniciou o curso há dois meses.

O material utilizado é o mesmo das auto-escolas japonesas. A diferença é que cada escola possui uma metodologia de ensino diferente. "Queremos formar condutores conscientes e responsáveis", reforça Claudete, uma das primeiras brasileiras a conseguir a habilitação japonesa. "O importante não é só a carteira, mas também a segurança própria e a dos outros, por isso é muito importante aprender a legislação", afirma.

A duração do curso varia conforme a disponibilidade do aluno. A diferença é que as auto-escolas brasileiras não impõem uma quantidade mínima de aulas. Já as japonesas exigem frequência mínima de 33 horas de aulas teóricas e 33 horas de aulas práticas. Caso o aluno já saiba dirigir, na auto-escola brasileira ele não precisa freqüentar essa quantidade de horas, o que reduz o custo do curso. De acordo com a proprietária da World School, o valor do curso teórico é de ¥ 180 mil e cada aula teórica, ¥ 4 mil. "Nas auto-escolas japonesas o valor pode chegar até quase ¥ 300 mil, já que têm esse limite mínimo de aulas exigido. Isso sem contar que lá, o aluno precisa concluir tudo em seis meses, aqui nós não colocamos prazos."

Para tirar a carteira de habilitação no Japão, há uma bateria de quatro exames, todas realizadas no Centro de Trânsito. O primeiro exame é composto por um teste escrito com 50 questões. Com a aprovação dessa fase o aluno realiza uma prova prática, dentro do Centro de Trânsito. Ao passar por essa fase, ele recebe uma carteira provisória, o karimenkyo, que permite a condução de automóveis e assim a pessoa pode treinar na rua para a segunda prova prática. A terceira etapa é a prova teórica de 100 questões e por fim a prova prática, realizada nas ruas.

Karina Fujisaki, 27, de Isesaki (Gunma), começou a tirar a carteira há seis meses e está na última etapa dos exames. "Já fiz a prova três vezes. O nervosismo atrapalha muito e sempre esqueço de alguma coisa. Os policiais percebem isso e não passam. Eles querem que você tenha segurança naquilo que faz", diz.

Para ela, as aulas ajudaram também a melhorar o nível de conhecimento da língua japonesa. "Aqui posso continuar com o trabalho, além de enriquecer o meu vocabulário. Meu nível de japonês melhorou muito, hoje na fábrica entendo muitas coisas que não sabia."

Débora Yamamoto, proprietária da New Libras, de Oizumi (Gunma), afirma que a dificuldade maior está na prova prática. "A teoria é simples, a prova de volante é que é mais rigorosa", revela.

Conforme a proprietária da auto-escola, que atua há três anos na cidade, o nível de aprovação dos alunos é de 100% nas provas teóricas e 80% nas práticas. "A legislação é simples, são mais as regras de trânsito, placas e noções básicas de cidadania", salienta. "Percebemos que muitas pessoas sabem até ler e escrever, mas não compreendem o vocabulário técnico e aqui ensinamos todos esses termos e também a entender as questões", acrescenta.

carteira de habilitação no Japão
Carteira internacional
Uma dúvida comum é em relação à carteira internacional. Nesse caso, somente as carteiras emitidas pelos participantes do Tratado de Genebra são aceitas e reconhecidas no Japão. A validade dessas carteiras é somente de um ano. Depois disso, a pessoa precisa voltar para o país de origem para fazer a renovação e somente depois de três meses ela poderá retornar ao Japão e usar a carteira. No caso da carteira internacional emitida no Brasil, ela não possui validade no Japão.

Já para quem tem a carteira de habilitação do Brasil é possível fazer a transferência para a carteira de motorista japonesa. Nesse caso, o interessado também passa por um exame teórico - composto por 10 questões em português - e um teste prático, no circuito do centro de trânsito.

Carteira no Japão
Para obter a Carteira de Habilitação no Japão, o interessado deve freqüentar auto-escola, onde o aluno deve ter no mínimo 30 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas. Depois de prestarem um primeiro teste na própria auto-escola, o aluno deve fazer pelo menos 20 horas de aulas práticas.

São realizados quatro exames. O primeiro é o teste teórico com 50 questões e o segundo, exame prático no circuito do centro de trânsito (menkyo center). Caso o aluno seja aprovado nessa fase, ele receberá uma carteira provisória (karimenkyo), que dá o direito do aluno treinar na rua, junto com alguém habilitado e que possua a carteira há mais de três anos, para a prova de trânsito. Após essa fase é feito o terceiro exame, que é o teste teórico com 100 questões e o exame prático no trânsito.

Em algumas cidades é possível fazer a prova em hiragana ou inglês. Quem já souber dirigir pode se apresentar diretamente ao centro de testes para exame escrito e prático.
Carteira de Habilitação no Japão
Transferência de Carteira
Para quem tem Carteira de Habilitação do Brasil é possível fazer a transferência para a carteira de motorista japonesa. Para isso existem essas exigências:
- Que tenham permanecido no Brasil por um período superior a três meses após a obtenção da carteira nacional de habilitação

- Que a carteira esteja no prazo de validade.

- Que seja aprovado no exame psicoténico, teórico e prático.

Documentos necessários:
- Carteira nacional de habilitação, acompanhada de tradução, que pode ser solicitada à Japan Automobile Federation (JAF).

- Passaporte (todos os passaportes, tanto os novos como os antigos, onde estão assinalados a entrada e a saída do Japão)

- Carteira de Registro de Estrangeiro (gaikokujin tooroku shoomeisho)

- 1 foto (3cm x 2,4cm) do rosto, sem chapéu e fundo branco, com validade de no máximo 6 meses

- O pagamento da carteira varia conforme o tipo
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Permissão de reentrada aos nikkeis que receberam Ajuda dos ¥ 300.000 dá esperança à família carioca

“Tenho mais futuro no Japão do que no Rio”, diz Zarlan Medeiros Silva que chegou ao Japão com dois anos de idade, retornou com 17 e não se adaptou ao Brasil

Permissão de reentrada aos nikkeis que receberam Ajuda dos ¥ 300.000O anúncio da permissão da reentrada no Japão dos nikkeis que receberam a Ajuda dos 300 mil ienes para regressar ao Brasil encheu de esperança uma família carioca que reside na Baixada Fluminense e que deixou Hamamatsu (Shizuoka) em 2009.

Cláudia Medeiros Silva viveu no Japão por 22 anos, mas teve que ir embora do país devido ao desemprego causado pela crise econômica que assolou a comunidade brasileira naquele período. No entanto, o filho Zarlan que chegou ao Arquipélago com dois anos de idade e retornou ao Brasil com 17 não se adaptou ao Rio de Janeiro mesmo depois de quatro anos e aguarda ansiosamente a chance de voltar ao Japão.

“Desde que voltamos pra cá ele fica revoltado e joga na minha cara que voltou forçado contra a própria vontade. Eu não podia deixá-lo sozinho sendo menor de idade na época porque a juventude apronta muito no Japão. Também não podia ficar sobrevivendo com o dinheiro das economias e sem emprego”, justifica Cláudia.

Em entrevista ao ipcdigital.com, Zarlan, que fala português com dificuldades, relatou que não está sendo fácil a vida no Rio de Janeiro. O jovem atualmente com 22 anos trabalhou numa fábrica de plásticos por um breve período e agora está desemprego. “Tenho mais futuro aí no Japão do que aqui no Rio. Aqui as pessoas são diferentes, tem violência. Quero voltar”, diz Zarlan que cresceu no bairro de Koto-cho em Hamamatsu e frequentou a escola até o ginásio (chuugakoo).

“Eu não discordo dele porque o mundo dele é aí. Aqui ele não é de sair, fica a maior parte do tempo em casa. Dá pra percerber que a vida dele é no Japão”, constata Cláudia. Segundo o anúncio publicado nesta sexta-feira (27), a reentrada no Japão para quem usou o auxílio do governo japonês para retorno ao país de origem será permitida a partir de 15 de outubro mediante apresentação de cópia de contrato de trabalho com pelo menos um ano no ato da solicitação do visto junto à repartição consular.

A notícia deu um novo ânimo para a família de Cláudia que não vê a hora de recomeçar a vida em território nipônico. “Mesmo que tiver que pagar os 300 mil ienes de volta, pagaria sem reclamar até porque acho justo”, pondera Cláudia. No planejamento da família, a prioridade é o retorno de Zarlan. Já a volta da brasileira e do marido pode ficar em segundo plano. “Como temos parentes em Hamamatsu tem como eles darem suporte pra ele chegando aí. A dificuldade é só o visto”, declara. Mais de 21 mil nikkeis aceitaram a ajuda em 2009 para escapar do desemprego. A grande maioria que recebeu o dinheiro era de nacionalidade brasileira.
Fonte: IPC Digital